Organização Contábil Carlos Muller

Boletim do Empresário
novembro 2011

Empreendedorismo | Transparência

Governança Corporativa ao alcance de todos. Somente uma pequena parcela das empresas brasileiras está familiarizada à linguagem da boa gestão

Cada dia o mercado tem deixado mais clara a necessidade de uma gestão profissional nas empresas, seja ela privada ou de terceiro setor. Isso não significa apenas empresários e acionistas com visão do negócio que pretendem iniciar ou fortalecer, mas também disposição para assimilar e aplicar conceitos e criar instrumentos de normatização para dar segurança ao empreendimento, dentro de uma dimensão moderna, conectada ao mundo em suas diversas perspectivas.

Além de competência e capacidade resolutiva, o mercado exige que as iniciativas estejam fundamentadas em princípios éticos e morais, dimensionados claramente, em linguagem universal, no planejamento estratégico e em todas as prestações de conta e de desempenho. A busca da transparência tem que estar acima de tudo, para que os agentes de mercado tenham condições de avaliar os apontamentos sem dificuldades. Por isso, tanto as legislações como as boas práticas que valorizam a consolidação da governança corporativa precisam ser levadas adiante, em qualquer tipo e tamanho de empresa.

Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), governança corporativa são práticas e os relacionamentos entre acionistas ou quotistas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria Independente Conselho Fiscal, com a finalidade de aprimorar o desempenho das empresas e facilitar seu acesso ao capital. Além de garantir a transparência necessária para o mercado agir, a boa governança, por si só, agrega valor ao empreendimento por demonstrar que as decisões internas são orientadas por profissionais e fruto de percepção acurada do mundo dos negócios.

No entanto, somente uma pequena parcela das empresas brasileiras está familiarizada à linguagem da governança corporativa. Segundo a Secretaria da Receita Federal, a maioria das empresas ativas no país é micro e pequena e seus proprietários não estão preparados para dimensionar a importância desses procedimentos de gestão. Em geral, acham que seus projetos conseguem se sustentar apenas com boas ideias. Por isso, acabam sucumbindo devido à falta de assessoria e ajuda profissional. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), somente 64% das empresas sobrevivem após o primeiro ano. Das sobreviventes, somente 34% conseguem permanecer em operação após dois anos. Após cinco anos, somente três os 100 empreendimentos originais continuam em pé. Das 500 Maiores e Melhores Empresas, segundo a revista Exame, poucas são as que permanecem nessa posição por várias décadas.

Pelo retrato nacional do empreendedorismo, quando o empresário brasileiro se depara com o tema governança corporativa acaba fazendo relação direta com as grandes corporações, se esquecendo, por exemplo, que estamos falando em diretrizes, registros, fiscalização e controle de resultados, fundamentais em qualquer empreendimento. São normas que evitam o descontrole e abrem caminho para o crescimento sustentável.

Quando se trata de conselho fiscal e conselho consultivo, instrumentos de governança, é claro que a pequena empresa não está ainda em condições de bancar uma estrutura profissionalizada, aos moldes internacionais. Mas o passo inicial para se chegar a esse ponto pode ser um bom relacionamento com consultores especializados. O Sebrae e as entidades de classe também estão sempre organizando cursos e palestras para orientar seus associados nesse sentido. O diálogo com outros empreendedores amigos, de preferência os que são bem sucedidos, ajuda muito na troca de experiência. É imprescindível que o empresário receba o serviço de uma boa empresa de contabilidade, onde normalmente estão pessoas habilitadas para tratar do assunto.

Numa segunda etapa, quando o empreendedor já obtive sucesso e conseguir a expansão prevista em seu planejamento inicial, deve dar novos passos, contratando gestores de fundos de investimentos, por exemplo. Eles costumam se fontes de boas ideias para o negócio e dirão, com muita clareza e objetividade, quais as iniciativas e ações que valorizam e desvalorizam o seu projeto. Ainda nessa segunda fase, a troca de experiência pode ser feita via organizações de classe, com grupos fechados de empresários.

O IBGC (www.ibgc.org.br) desenvolveu o Código Brasileiro das Melhores Práticas de Governança Corporativa com muitas orientações que podem ser aplicadas em empresas de qualquer tamanho. Tendo em mente a consolidação de seu projeto, leve em consideração dias como as que seguem:

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Empreendedorismo | Transparência
Governança Corporativa ao alcance de todos. Somente uma pequena parcela das empresas brasileiras está familiarizada à linguagem da boa gestão
Práticas Contábeis | Governança Corporativa
Terceiro Setor: Adoção de instrumentos técnicos de gestão
Inteligência Fiscal | Portal e-CAC
Processos podem ser acompanhados virtualmente
Direito Empresarial | Procon
Fiscal nas relações de consumo
Práticas Trabalhista | Tecnologia
Conectividade Social e controle do FGTS
Vida e Saúde | Medicina no Trabalho
Cuidado com o barulho!

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