Organização Contábil Carlos Muller

Boletim do Empresário
outubro 2011

Empreendedorismo | Associativismo

Quando a força está na união das empresas

O associativismo é um grande aliado da pequena e média empresa para enfrentar a concorrência acirrada das grandes redes que estão tomando conta do mercado. A lógica desse tipo de organização social é evitar que o empreendedor isolado, em desvantagem nessa disputa, perca força e desapareça. Ou seja, permite que a união dos pequenos dê origem de uma grande marca competitiva.

 

Sem perder independência para gerir seu negócio, na associação o empreendedor tem muitas vantagens: todos os filiados participam de campanhas unificadas de marketing, podem modernizar suas unidades de trabalho com redução dos investimentos em tecnologia, conseguem capacitar suas equipes periodicamente, ganham força em representação política, e o principal, conseguem melhores preços junto aos seus fornecedores, com as compras coletivas.

 

O modelo associativista difere da cooperativa, que é voltada mais para a pessoa física, e do franchising, cuja marca possui um proprietário, o franqueador. Existem trâmites burocráticos para formar esse tipo de associação, mesmo assim, se trata de uma ideia viável, que ganhou nova dimensão com o aprimoramento das leis que regem a livre iniciativa.

 

Segundo o Sebrae, nos últimos quinze anos as redes de micro e pequenas empresas e centrais de negócios começaram a ser implantadas no País. Mas nos últimos cinco anos seu crescimento tem sido exponencial. E há vários exemplos de sucesso no país, principalmente no setor de farmácias e comércio de materiais para construção.

 

A representação na diretoria da associação segue critérios preestabelecidos. É preciso atenção de todos os envolvidos para evitar uso político dos cargos. Afinados os pontos de interesse comum, as vantagens tornam-se evidentes. A ação coletiva reduz custos, viabiliza projetos ousados e reposiciona as empresas no mercado em condições revigoradas.

  Sociedade de Propósito Específico



  A sanção da Lei

 

Complementar 128/08, que criou as figuras jurídicas do Microempreendedor Individual (MEI) e da Sociedade de Propósitos Específicos (SPE), voltada para optantes do Simples Nacional, preencheu a lacuna que dificultava a atuação das redes e centrais de negócios. A SPE permite que empresas optantes do Simples Nacional realizem, conjuntamente, negócios no mercado nacional e internacional.

De acordo com as regras da SPE, compra, venda, distribuição de produtos e serviços, entre outras atividades, podem ser realizadas por empresários de pequeno porte, sob a guarda de um único CNPJ e endereço.

Essa nova personalidade jurídica gera benefícios e vantagens, entre eles reconhecimento do mercado, fim da bitributação, redução de custos, emissão centralizada de notas fiscais, gestão conjunta de estoques, gestão estratégica, ganhos de escala, acesso a crédito e inovação tecnológica, marketing e marca única, além de programas de capacitação.

Fora os benefícios diretos, às empresas e aos empreendedores, associativismo contribui para o desenvolvimento da sociedade gerando emprego e renda, movimentando a economia local, promovendo a capacitação da sociedade e dos cuidados ao meio ambiente. Os desafios são muito grandes e as oportunidades também. É cada vez mais óbvia a conclusão de que as empresas que se mantiverem isoladas, agindo sozinhas, terão maiores dificuldades ao enfrentar as grandes organizações e em se manter competitivas.

Sustentabilidade | Vida e Saúde
Prevenção LER/DORT
Pessoas | Manutenção de talentos
Contratação de pessoas com necessidades especiais
Empreendedorismo | Associativismo
Quando a força está na união das empresas
Contábil | Transparência
Balanço social: uma nova etapa na relação com o mercado e a sociedade
Trabalhista | Gestão Estratégica
Regras básicas para a concessão de férias
Empresa | Mercado
Conquistar e fidelizar clientes

Outras edições

2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006

Deixe seu email para receber nossa newsletter